

Estudo aponta que localização pesa mais que clima no tamanho das cascavéis
Pesquisa com 132 exemplares de diferentes regiões do Brasil indica que a distribuição geográfica explica melhor o tamanho das cascavéis do que temperatura e chuva. Machos e fêmeas apresentaram padrões corporais distintos no território nacional.
Uma pesquisa analisou variações no tamanho da cascavel-sul-americana em diferentes regiões brasileiras, abrangendo áreas de Caatinga, Cerrado, Mata Atlântica e outros biomas. O estudo concluiu que a localização geográfica das populações tem mais influência sobre as características físicas do que o clima atual.
Os cientistas avaliaram 132 exemplares adultos mantidos em seis coleções zoológicas brasileiras. Os animais foram coletados entre 1916 e 2023, e os dados de cada localidade foram relacionados a 19 variáveis bioclimáticas.
Após separar os efeitos do espaço geográfico, fatores como precipitação e temperatura média anual não apresentaram relação significativa com a massa corporal das serpentes. A pesquisa aponta que o isolamento entre populações, as pressões ecológicas locais e a história de dispersão têm maior peso nas diferenças observadas.
Machos e fêmeas também responderam de maneira diferente à distribuição territorial. Os machos apresentaram variação associada a um gradiente latitudinal, enquanto as fêmeas tiveram redução gradual do tamanho corporal no sentido sudoeste.
Segundo a análise, os resultados mostram que regras ecogeográficas gerais precisam considerar a estrutura espacial das populações, especialmente no caso de répteis. A abordagem pode ajudar a compreender a evolução e as respostas das serpentes brasileiras às transformações ambientais.
Fonte: brasil247.com
Informação que importa, direto do Oeste Paraná.
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