Sanidade dos peixes exige atenção ao desempenho, aponta simpósio em Toledo
Reprodução/opresenterural.com.br
Agro

Sanidade dos peixes exige atenção ao desempenho, aponta simpósio em Toledo

Debate realizado em Toledo destacou que perdas na piscicultura do Oeste do Paraná vão além da mortalidade e podem aparecer no crescimento, na conversão alimentar e no rendimento industrial. A orientação apresentada foi monitorar água, consumo e histórico sanitário antes que os problemas se agravem.

PublicidadeGarnet Corretora de Seguros: proteger hoje e garantir amanha. Auto, residencial, vida, saude e empresarial.
Por Redação Oeste Paraná · 24 de setembro de 2026 às 23:10
Compartilhar

A piscicultura do Oeste do Paraná foi tema do 5º Simpósio de Piscicultura do Oeste do Paraná (SIMPOP), realizado em Toledo. Durante o encontro, o zootecnista Thiago Ushizima destacou que os prejuízos na criação de tilápias não se limitam aos peixes mortos: também envolvem atrasos no crescimento, maior consumo de ração, ocupação prolongada dos viveiros e queda no rendimento da indústria.

Segundo Ushizima, um peixe pode chegar vivo ao frigorífico, mas ainda assim ter gerado prejuízo caso tenha crescido abaixo do potencial ou exigido mais tempo para alcançar o peso comercial. “A mortalidade não é o custo que mais impacta. O peixe morto aparece, mas o que muitas vezes pesa mais é o potencial do peixe que deixou de crescer”, afirmou.

A recomendação apresentada foi substituir uma atuação apenas reativa por um planejamento preventivo. Isso inclui acompanhar a qualidade da água, o consumo, a conversão alimentar, a uniformidade dos lotes e os períodos em que determinados problemas costumam aparecer. Uma queda de oxigênio, por exemplo, pode reduzir o consumo e o crescimento mesmo sem provocar mortes imediatas.

O palestrante também relacionou o planejamento sanitário ao financeiro. A ração representa perto de 70% do negócio, conforme a apresentação, e precisa ser programada ao longo do ciclo. Quando o peixe demora mais para crescer, aumentam os gastos com alimentação, mão de obra, energia e manutenção, além de mudar a data de colheita e a programação do frigorífico.

Outro ponto abordado foi a necessidade de transformar registros em informação. Medições de oxigênio, temperatura, mortalidade e quantidade de ração devem ser relacionadas para identificar a causa de quedas no desempenho. O histórico também ajuda a reconhecer sinais subclínicos, como menor ganho de peso, perda de consumo e aumento da heterogeneidade do lote, mesmo sem lesões externas ou mortalidade evidente.

Fonte: opresenterural.com.br

PublicidadeGarnet Corretora de Seguros: viva um mundo mais seguro. A seguranca que voce merece, com cotacao online.
Compartilhar
Direto da redação

Informação que importa, direto do Oeste Paraná.

Receba as principais notícias e alertas editoriais. Inscrição gratuita e cancelamento a qualquer momento.

Ao se inscrever, você aceita a nossa política de privacidade. Não vendemos seus dados.