Revisão do Plano Diretor de Foz debate mobilidade, turismo e moradia
Reprodução/H2FOZ (Foz do Iguaçu)
Oeste do Paraná

Revisão do Plano Diretor de Foz debate mobilidade, turismo e moradia

Foz do Iguaçu revisa o Plano Diretor Municipal, que deve orientar o desenvolvimento urbano da cidade até 2027. O debate envolve transporte, moradia, turismo, meio ambiente, mudanças climáticas e participação popular.

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Por Redação Oeste Paraná · 27 de setembro de 2026 às 12:11
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A revisão do Plano Diretor de Foz do Iguaçu abre uma discussão sobre os rumos da cidade fronteiriça na próxima década. O instrumento pode receber propostas para áreas como mobilidade, habitação, lazer, meio ambiente e turismo, com reflexos na rotina de moradores e visitantes.

O plano vigente foi consolidado em 18 de julho de 2017 e tem validade de dez anos. Segundo a prefeitura, a revisão deve ser concluída até 2027. Entre os temas previstos estão expansão urbana, segurança, uso do solo, saneamento, transporte, desenvolvimento rural, turismo e gestão democrática.

Uma das preocupações é a capacidade de recepção turística. Estimativas da prefeitura, com base em dados de 2025, indicam que Foz recebe cerca de cinco milhões de turistas por ano. No ano passado, 2.058.539 pessoas passaram pelos portões do Parque Nacional do Iguaçu. Filas no parque, na aduana da Argentina e no caminho do aeroporto são apontadas como sinais de pressão sobre a estrutura da cidade.

Especialistas também defendem prioridade para pedestres, ampliação da malha cicloviária, investimentos em outros modais e criação de parques urbanos. A professora Fabiana Amaral, da Unila, afirma que grandes obras e corredores turísticos precisam ser debatidos considerando a circulação e a permanência das comunidades que vivem nos territórios afetados.

As mudanças climáticas e a moradia digna aparecem entre os desafios. Pesquisa da Unila registrou temperaturas próximas de 70°C no asfalto, 60°C nas calçadas e quase 60°C nas coberturas de pontos de ônibus. A revisão também deve discutir drenagem, arborização, áreas verdes e o aproveitamento de espaços vazios com infraestrutura para a população trabalhadora.

A participação popular é questionada por integrantes do Conselho das Cidades. A comissão afirma ter enviado ofícios à Secretaria Municipal de Planejamento e Urbanismo sobre o andamento da revisão e a realização de oficinas, mas não recebeu resposta, segundo os trechos publicados. A prefeitura abriu licitação com valor máximo estimado em R$ 2.117.475 para contratar consultoria e serviços relacionados à elaboração do novo plano.

Fonte: H2FOZ (Foz do Iguaçu)

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