

Reflexão relaciona vastidão do Universo à ideia de mundos habitados
Artigo de José Cândido Póvoa aproxima a provocação de Carl Sagan sobre a existência de vida fora da Terra de uma passagem bíblica sobre “muitas moradas”. O texto também apresenta a visão espírita da pluralidade dos mundos habitados.
A reflexão publicada aborda a possibilidade de existência de vida fora da Terra a partir da frase atribuída ao cientista Carl Sagan: “Se não existe vida fora da Terra, então o Universo é um grande desperdício de espaço”. O texto observa que o Universo observável teria cerca de 46 bilhões de anos-luz de raio, trilhões de galáxias e centenas de bilhões de estrelas em cada galáxia.
Segundo o artigo, a frase de Sagan não é apresentada como fato científico, mas como uma provocação filosófica baseada na probabilidade. A análise propõe tanto a busca por possíveis vizinhos cósmicos quanto o cuidado com a Terra, descrita como o local onde, por enquanto, a humanidade é guardiã da consciência.
O texto também relaciona a ideia às “muitas moradas” mencionadas no Evangelho de João. A conexão é apresentada como uma aproximação entre a intuição espiritual e a observação científica, incluindo interpretações sobre pluralidade de mundos, diferentes estados de consciência e o combate à sensação de isolamento existencial.
Na perspectiva espírita comentada no artigo, a vida e a inteligência seriam regras, e não exceções, no Universo. A chamada Lei de Progressão e o princípio da utilidade, associados à codificação de Allan Kardec, são citados para defender que astros e galáxias cumpririam funções no progresso dos seres. O texto informa que o tema terá continuidade em um segundo artigo.
José Cândido Póvoa é apresentado como poeta, escritor, advogado e membro-fundador da Academia de Letras de Dianópolis.
Fonte: clebertoledo.com.br
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