Projeto prevê recolha legal de carcaças de suínos em mais de 16 mil propriedades do Oeste
Reprodução/O Presente (Toledo)
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Projeto prevê recolha legal de carcaças de suínos em mais de 16 mil propriedades do Oeste

A Assuinoeste apresentou, em Marechal Cândido Rondon, um projeto piloto para recolher e processar legalmente carcaças de suínos em mais de 16 mil propriedades do Oeste do Paraná. A proposta prevê custo zero de recolha e processamento para produtores, municípios e integradoras.

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Por Redação Oeste Paraná · 18 de agosto de 2026 às 10:29
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Representantes da Associação Regional dos Suinocultores do Oeste do Paraná (Assuinoeste) apresentaram o projeto piloto durante a Tribuna Popular da Câmara de Marechal Cândido Rondon, na segunda-feira (17). A iniciativa busca modernizar a destinação de animais mortos nas granjas da região, que reúne mais de 16 mil propriedades. Marechal Cândido Rondon tem o terceiro maior plantel nacional de suínos.

Pelo modelo proposto, o produtor deverá manter as carcaças em uma estrutura refrigerada na propriedade até a chegada do caminhão. A recolha e o processamento serão custeados pela empresa A&R Nutrição Animal, que transforma o material em produtos como biodiesel e adubo orgânico. Assim, não haverá cobrança para suinocultores, municípios ou empresas integradoras.

O investimento previsto para o produtor é a construção da chamada “casinha refrigerada”, com custo estimado entre R$ 4 mil e R$ 8 mil. A Assuinoeste afirma que o sistema reduz a necessidade de compostagem tradicional e combate a atuação de coletores clandestinos de carcaças, conhecidos como “carniceiros”.

A proposta segue a Portaria 48 do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e a Portaria 139 da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (ADAPAR). Segundo a entidade, o transporte será acompanhado pela DETAN online, guia que permite rastrear a movimentação de animais mortos, e os caminhões passarão por limpeza e higienização.

Empresas integradoras demonstraram preocupação com os riscos à biosseguridade, devido ao trânsito dos caminhões entre propriedades. A Assuinoeste pediu apoio dos vereadores de Marechal Cândido Rondon para mediar o diálogo, enquanto o Legislativo se colocou à disposição para contribuir com a destinação sanitária adequada das carcaças.

Fonte: O Presente (Toledo)

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