Paraná debate diversificação para reduzir dependência da China na carne bovina
Foto: José Adair Gomercindo-SECS · Fonte: folhadepalotina.com.br
Agro

Paraná debate diversificação para reduzir dependência da China na carne bovina

Produtores paranaenses discutiram, em outubro de 2026, alternativas para ampliar os destinos da carne bovina e enfrentar restrições na China e na União Europeia. Estados Unidos lideraram os embarques brasileiros em setembro, enquanto Indonésia, Filipinas, Vietnã, Japão e Coreia do Sul foram citados como oportunidades.

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Por Redação Oeste Paraná · 18 de outubro de 2026 às 08:18
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A Comissão Técnica da Bovinocultura de Corte do Sistema FAEP discutiu, em outubro de 2026, o cenário internacional da carne bovina e as oportunidades para produtores do Paraná. O debate ocorreu em meio à espera pela retomada das compras chinesas e sem previsão de reabertura das exportações para a União Europeia.

Segundo Rafael Lima Filho, especialista da Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o fechamento da cota chinesa e a restrição europeia ao uso de antimicrobianos tornaram 2026 desafiador para o setor. Ainda assim, de janeiro a setembro, as exportações brasileiras movimentaram US$ 12,97 bilhões, alta de 14,1%, com 2,11 milhões de toneladas embarcadas.

A China respondeu por 42,5% dos embarques brasileiros no acumulado do ano, mas sua participação caiu para 5,6% em setembro. A cota de 1,1 milhão de toneladas foi atingida em agosto, e o volume vendido ao país no mês seguinte ficou 94,2% abaixo do registrado em setembro de 2025. A expectativa apresentada é de retomada das compras até o fim de outubro.

Com a redução dos envios para esses mercados, os Estados Unidos passaram a liderar os destinos em setembro, com 21,5% dos embarques. As exportações brasileiras para o país cresceram 45% de janeiro a setembro, na comparação com o mesmo período de 2025. Para o especialista, a diversificação também deve incluir Indonésia, Filipinas e Vietnã, além da ampliação das vendas para Japão e Coreia do Sul.

O presidente da Comissão Técnica, Rodolfo Botelho, defendeu a abertura de novos mercados com apoio das embaixadas e dos adidos agrícolas. Para o Paraná, ele apontou a necessidade de investir em nichos, carnes diferenciadas e maior número de empresas aptas à exportação. Segundo o Sisbov, apenas 11 propriedades paranaenses exportam para a União Europeia, mercado considerado estratégico pelo valor pago e pelas exigências de qualidade.

Fonte: folhadepalotina.com.br

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