Operação da PF prende cinco e resgata vítimas no Oeste do Paraná
Reprodução/Banda B
Segurança

Operação da PF prende cinco e resgata vítimas no Oeste do Paraná

A Operação Puro Engano cumpriu cinco mandados em Missal, São Miguel do Iguaçu e Itaipulândia, na região Oeste. A investigação apura tráfico internacional de pessoas para exploração sexual e identificou mulheres atraídas do Paraguai e da Argentina com falsas promessas de trabalho.

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Por Redação Oeste Paraná · 25 de agosto de 2026 às 11:23
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A Polícia Federal prendeu cinco pessoas durante a Operação Puro Engano, deflagrada na manhã de terça-feira (25) em três cidades do Oeste do Paraná: Missal, São Miguel do Iguaçu e Itaipulândia. A ação teve como objetivo desarticular um esquema de tráfico internacional de pessoas na região de fronteira.

Foram expedidos cinco mandados de busca e apreensão — dois em Missal, dois em São Miguel do Iguaçu e um em Itaipulândia. Nesta última cidade, a operação também levou à prisão em flagrante de uma pessoa por posse ilegal de arma de fogo.

A investigação começou após um alerta de autoridades argentinas, encaminhado pelo Comando Tripartite, sobre o desaparecimento de uma jovem em situação de vulnerabilidade social. Em novembro de 2025, policiais localizaram e resgataram a vítima em uma casa noturna na zona rural de Missal.

Segundo a PF, as apurações apontaram uma rede que atraía mulheres do Paraguai e da Argentina para o Brasil com promessas falsas de emprego e ganhos. Um agenciador faria o transporte clandestino pela fronteira, cobrando cerca de R$ 300 por viagem; o valor era inicialmente pago pelos proprietários dos estabelecimentos e depois convertido em dívida para as vítimas.

As mulheres eram submetidas a uma rotina de exploração para quitar os débitos e poderiam receber multas de até R$ 1 mil por descumprir regras internas dos locais. Durante a operação, três paraguaias foram encontradas em um dos estabelecimentos. Elas receberam orientações sobre regularização migratória e apoio do Consulado do Paraguai e da Secretaria Municipal de Assistência Social.

Os presos são investigados por tráfico de pessoas para exploração sexual, manutenção de casa de prostituição, rufianismo, favorecimento da prostituição de vulneráveis e promoção de migração ilegal.

Fonte: Banda B

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