

Motoboys protestam em Toledo contra apreensões e pedem prazo para regularização
Cerca de 50 motoboys e motogirls se reuniram em Toledo para pedir mais tempo para cumprir exigências como placa vermelha, curso especializado e equipamentos de segurança. Segundo os manifestantes, a regularização pode custar até R$ 1,5 mil e levar cerca de 60 dias.
A mobilização reuniu cerca de 50 profissionais no Parque Ecológico Diva Paim Barth, o Lago Municipal de Toledo. A categoria pede um prazo de transição para se adequar às regras do transporte remunerado de mercadorias por motocicletas, após relatos de fiscalizações e apreensões de veículos na cidade.
Entre as exigências citadas estão o registro da motocicleta na categoria aluguel, identificado pela placa vermelha, a realização de curso especializado e a instalação de equipamentos como o protetor de motor e pernas, conhecido como “mata-cachorro”, e o aparador de linha, chamado de corta-pipa.
A motogirl Sabrina de Lima da Costa afirmou que os trabalhadores não são contrários à legislação, mas querem tempo para cumprir as exigências. Segundo ela, houve apreensões de mais de dois ou três veículos em poucos dias, o que surpreendeu a categoria.
Os profissionais estimam que curso, alteração do registro e equipamentos possam gerar despesas de R$ 1 mil a R$ 1,5 mil. Sabrina calcula ainda que o processo completo de regularização possa levar cerca de 60 dias, porque a emissão da placa e a conclusão do curso não seriam imediatas.
A discussão ganhou força após a perda de validade da Medida Provisória nº 1.360/2026, em 15 de setembro. A medida havia flexibilizado temporariamente exigências para mototaxistas, motoboys e profissionais de motofrete. Com o fim da vigência, voltaram a valer as disposições anteriores do Código de Trânsito Brasileiro e da Lei nº 12.009/2009.
Segundo a categoria, Toledo tem mais de mil pessoas atuando como motoboys e motogirls, estimativa apresentada durante o protesto e sem caráter oficial. Os trabalhadores afirmam que a motocicleta é o principal instrumento de trabalho e defendem que as fiscalizações não resultem em apreensões imediatas enquanto os profissionais buscam a regularização.
Fonte: gazetadetoledo.com.br
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