

Legado de Marcelo Grondin conecta Toledo, Foz e a América Latina
Intelectual que viveu em Toledo teve trajetória lembrada em uma roda de conversa na Unila, em Foz do Iguaçu. Doutor em Ciências Sociais, ele publicou dez livros, falava dez idiomas e dirigiu por três anos as Relações Internacionais da Unioeste.
# Legado de Marcelo Grondin conecta Toledo, Foz e a América Latina A trajetória de Marcelo Grondin, intelectual que viveu em Toledo, foi lembrada no dia 16 de setembro em uma roda de conversa na Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila). O encontro reuniu referências à atuação dele no Oeste do Paraná e à produção voltada a temas históricos, políticos, linguísticos e socioeconômicos da América Latina.
Conduzida por Moema Viezzer, companheira de Marcelo, a conversa marcou o centenário de nascimento do intelectual, que morreu em setembro de 2025, aos 99 anos. Doutor em Ciências Sociais e mestre em Economia do Desenvolvimento, ele publicou dez livros e falava dez idiomas.
Marcelo viveu por 17 anos na Bolívia, onde atuou como missionário, professor e pesquisador. Também trabalhou no Haiti e na República Dominicana em projetos de cooperação internacional junto a camponeses, além de ter dado aulas no Canadá, no México, no Haiti e no Brasil.
Depois de passar por São Paulo, ele e Moema se fixaram em Toledo com as duas filhas. Na cidade, Marcelo escreveu uma obra baseada em entrevistas com pioneiros, que resultou no livro “O alvorecer de Toledo: na colonização do Oeste do Paraná, 1946–1949”.
Na Unioeste, exerceu por três anos a função de diretor de Relações Internacionais. A universidade mantém um projeto audiovisual com registros da trajetória e da produção intelectual dele.
Durante o evento na Unila, também foi destacada a nova edição de “Tupaj Katari e a Revolução Camponesa-Indígena na Bolívia de 1781–1783”, que será publicada pela Edunila. Entre outras obras de Marcelo estão “Haiti: cultura, poder e desenvolvimento”, “A rebelião camponesa na Bolívia” e, em parceria com Moema, “Abya Yala!: genocídio, resistência e sobrevivência dos povos originários das Américas”.
Fonte: H2FOZ (Foz do Iguaçu)
Informação que importa, direto do Oeste Paraná.
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