Foz do Iguaçu cria política municipal de enfrentamento ao feminicídio
Reprodução/gdia.com.br
Oeste do Paraná

Foz do Iguaçu cria política municipal de enfrentamento ao feminicídio

Foz do Iguaçu passou a contar com uma política municipal voltada à prevenção do feminicídio e da violência de gênero. A iniciativa inclui o Programa Foz Protege, com ações de acolhimento, proteção, educação e mobilização nos bairros.

publicidade
Por Redação Oeste Paraná · 7 de agosto de 2026 às 13:15
Compartilhar

# Foz do Iguaçu cria política municipal de enfrentamento ao feminicídio A medida alcança a rede de atendimento e proteção às mulheres em Foz do Iguaçu. Instituída pela Lei nº 5.672, de 23 de março de 2026, a Política Municipal de Enfrentamento ao Feminicídio e à Cultura da Violência de Gênero prevê ações integradas no município.

O Programa Foz Protege é dividido em cinco eixos. Um deles, chamado Rede de Apoio e Escuta, incentiva a articulação de espaços para acolhimento, orientação e escuta qualificada de mulheres em situação de violência, com participação de serviços como a Delegacia da Mulher e a Patrulha Maria da Penha.

A política também prevê ações de Educação para a Igualdade nas unidades educacionais, com atividades sobre direitos das mulheres, prevenção da violência e igualdade de gênero. O eixo Homens Pela Mudança propõe rodas de diálogo com adolescentes e adultos para tratar de masculinidade, empatia e responsabilidade.

Outro eixo cria o Observatório Municipal do Feminicídio, destinado a estudos, monitoramento e divulgação de dados sobre a violência letal contra mulheres. As atividades poderão envolver órgãos públicos, universidades e o Sistema de Justiça.

A Mobilização Permanente nos Bairros deverá estimular campanhas de prevenção, denúncia e enfrentamento à violência, com participação de lideranças comunitárias, entidades e associações. A divulgação dos canais 180 e 181 também está prevista.

A lei institui ainda o Relatório Municipal Anual de Enfrentamento ao Feminicídio, preferencialmente publicado em novembro. O documento deverá reunir estatísticas, avaliações de políticas públicas, recomendações e um espaço para a escuta e a memória das vítimas e de seus familiares.

Fonte: gdia.com.br

publicidade
Compartilhar
Direto da redação

Informação que importa, direto do Oeste Paraná.

Receba as principais notícias e alertas editoriais. Inscrição gratuita e cancelamento a qualquer momento.

Ao se inscrever, você aceita a nossa política de privacidade. Não vendemos seus dados.