

Foz debate reconhecimento como Capital Nacional do Transporte Internacional
Audiência pública em Foz do Iguaçu discutiu o reconhecimento da cidade e os efeitos do transporte internacional sobre a economia regional. Setor defendeu integração nas fronteiras para reduzir o tempo de espera dos caminhões.
A proposta de reconhecer Foz do Iguaçu como Capital Nacional do Transporte Internacional Rodoviário de Cargas foi debatida na terça-feira (22), em audiência pública na Câmara Municipal. O encontro reuniu representantes do poder público e do setor de transporte, em meio a mudanças na operação da fronteira e à chegada de novos projetos logísticos.
A redução do tempo de permanência dos caminhões foi um dos principais pontos discutidos. Segundo Celso Gallegario, vice-presidente da Federação das Empresas de Transporte de Cargas do Paraná (Fetranspar) e presidente do Sindifoz, cerca de 45% do tempo de uma frota de transporte internacional pode ser consumido com os veículos parados.
“Não adianta a gente ter uma bela ponte, não adianta ter uma gigante aduana, se nós não temos uma integração adequada que consiga reduzir o nosso transit time de fronteira”, afirmou Gallegario.
O dirigente também citou a autorização para a passagem de caminhões de pequeno porte vazios pela Ponte da Integração Brasil–Paraguai. De acordo com os números apresentados na audiência, a mudança retirou cerca de 9 mil veículos da Ponte da Amizade nos últimos 30 dias, com reflexos no comércio local e para os usuários da passagem.
Durante o debate, o transporte internacional foi apresentado como parte da estrutura econômica de Foz do Iguaçu, com impacto em mais de 30 segmentos, como postos de combustíveis, oficinas, comércio, serviços, alimentação, construção civil e transporte de passageiros. O novo Porto Seco e a futura Rota Bioceânica também foram citados como projetos capazes de ampliar a capacidade logística e a circulação de cargas entre países sul-americanos.
A defesa do reconhecimento nacional busca ampliar a visibilidade da participação de Foz do Iguaçu no transporte internacional e fortalecer a discussão sobre infraestrutura e integração fronteiriça. Para o setor, a expansão das estruturas precisa ser acompanhada pela articulação entre os órgãos responsáveis pelas operações de fronteira.
Fonte: portalbenews.com.br
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