Fibromialgia atinge cerca de 9 mil pessoas em Foz do Iguaçu
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Fibromialgia atinge cerca de 9 mil pessoas em Foz do Iguaçu

Estimativa foi apresentada durante audiência pública na Câmara de Foz do Iguaçu, que discutiu o atendimento a pacientes e o acesso a especialistas. Associação local acompanha mais de 500 pessoas.

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Por Redação Oeste Paraná · 28 de setembro de 2026 às 22:19
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Cerca de 9 mil pessoas convivem com fibromialgia em Foz do Iguaçu, segundo estimativa apresentada durante audiência pública realizada na segunda-feira (28), na Câmara Municipal. O encontro debateu o diagnóstico, o tratamento e a oferta de atendimento especializado na rede pública.

A doença provoca dor generalizada, principalmente em músculos e articulações, e pode estar associada a outros sintomas que afetam a rotina. No Brasil, a estimativa é de que entre 2% e 3% da população tenha fibromialgia, o equivalente a 6 a 7 milhões de pessoas. Aproximadamente 90% dos diagnósticos são de mulheres, principalmente entre 25 e 50 anos.

Durante a audiência, representantes da Secretaria Municipal de Saúde informaram que a rede passa por reestruturação. A proposta inclui a contratação de especialistas como reumatologista, neurologista e ortopedista, além da ampliação do atendimento multidisciplinar, com atividades físicas e acompanhamento psicológico.

A Associação de Luta pela Garantia dos Direitos das Pessoas com Fibromialgia (ALGIFIBRO Foz) acompanha mais de 500 pessoas no município. Segundo a entidade, uma das principais reclamações recebidas está relacionada à dificuldade de acesso a especialistas. “A principal reclamação é a falta de atendimento com os especialistas. A saúde está bem atrás do que nós precisamos. Precisamos de um atendimento multidisciplinar com psicólogo, ortopedista, neurologista”, afirmou a presidente e fundadora da associação, Severina Beserra.

Também foram discutidos os direitos das pessoas com fibromialgia, incluindo a Lei Municipal nº 4.409/2025, sobre a identificação de pessoas com doenças invisíveis, e a Lei Federal nº 15.176/2025, que reconhece a condição como aquela que pode configurar deficiência, conforme os critérios previstos na legislação. O Legislativo municipal afirmou que acompanhará a aplicação das normas e a fiscalização do atendimento público.

Fonte: radioculturafoz.com.br

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