

Ex-servidor e empresário são condenados por corrupção em obra do Hospital de Toledo
A Justiça Federal condenou um ex-servidor municipal de Toledo e o sócio-administrador de uma construtora a 11 anos de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro relacionadas à construção do Hospital Regional. A obra recebeu a maior parte dos recursos de origem federal.
Em Toledo, no Oeste do Paraná, a sentença envolve irregularidades no contrato de construção do Hospital Regional de Toledo (HRT), com impacto estimado em aproximadamente R$ 1,16 milhão aos cofres públicos. Os dois condenados terão de cumprir inicialmente a pena em regime fechado e pagar 260 dias-multa, mas poderão recorrer em liberdade.
Segundo a decisão, o problema ocorreu na aprovação de um reequilíbrio econômico-financeiro do contrato. Foram aplicados reajustes de até 55% em itens cuja variação indicada pelo Sinapi era de cerca de 11%, gerando um acréscimo de 72,9% em relação ao valor considerado tecnicamente adequado.
O ex-servidor, que era engenheiro, fiscal da obra, diretor técnico e presidente da comissão que analisou o pedido, teria recebido ao menos R$ 66 mil em vantagens indevidas entre junho de 2012 e fevereiro de 2014. O sócio-administrador foi responsabilizado pelo oferecimento e pagamento da propina.
A sentença apontou ainda a lavagem de cerca de R$ 51 mil por meio do fracionamento de depósitos inferiores a R$ 10 mil. Também foi identificado um cheque nominal de R$ 15 mil emitido pela empresa em favor do ex-servidor.
A Justiça determinou a cassação da aposentadoria do ex-servidor após o trânsito em julgado e fixou R$ 1,16 milhão como valor mínimo para reparação dos danos. Atualizado até agosto de 2026, o montante chega a R$ 2,23 milhões, definido também como limite global para o perdimento de bens em favor da União. Uma terceira ré foi absolvida por falta de provas.
Fonte: O Presente (Toledo)
Informação que importa, direto do Oeste Paraná.
Receba as principais notícias e alertas editoriais. Inscrição gratuita e cancelamento a qualquer momento.

