

Duplicação da Rodovia das Cataratas prevê três passarelas em Foz do Iguaçu
A duplicação da Rodovia das Cataratas, entre a Perimetral Leste, o aeroporto e o Parque Nacional do Iguaçu, terá três passarelas para pedestres. A medida foi anunciada após moradores relatarem dificuldades para atravessar a via, que já tem 6,8 quilômetros liberados ao tráfego.
A duplicação da Rodovia das Cataratas mudou o fluxo de veículos no corredor entre o acesso à Perimetral Leste, o Aeroporto Internacional de Foz do Iguaçu e o Parque Nacional do Iguaçu, mas deixou moradores de bairros próximos com dificuldades para atravessar a pista. As muretas instaladas no canteiro central separaram os sentidos da rodovia e, segundo relatos apresentados em audiência pública, pessoas passaram a correr entre veículos e pular as barreiras.
A obra começou em outubro de 2022 e tinha previsão inicial de conclusão em março de 2024. Em abril de 2026, o primeiro trecho, com 6,8 quilômetros, foi liberado entre a Perimetral Leste e o aeroporto. Ainda faltam cerca de dois quilômetros até o portal do Parque Nacional. Segundo o DNIT, a execução ultrapassou 88% e a conclusão está prevista para o início de dezembro de 2026. O investimento passa de R$ 174 milhões, com financiamento da Itaipu Binacional em parceria com o governo federal.
Os pontos das futuras passarelas foram definidos no km 10+580, próximo à Rua Carmen Gatti; no km 12+080, perto da saída da Vila Carimã; e no km 18+960, nas proximidades do Parque Nacional do Iguaçu, do Parque das Aves e do Aquafoz. A escolha considerou o fluxo de pedestres, a proximidade do transporte coletivo e as condições de acessibilidade.
Os projetos executivos estão em fase de finalização, mas ainda não há data definida para o início dos serviços. Até que as estruturas sejam construídas, o DNIT orienta os pedestres a usar as travessias sob os viadutos existentes. O órgão também prepara lombadas físicas ou faixas elevadas nesses pontos para reduzir a velocidade dos veículos.
A ausência de passarelas foi discutida em audiência pública realizada em 26 de maio de 2026, na Câmara de Vereadores de Foz do Iguaçu. Na ocasião, moradores da Vila Carimã, Novo Horizonte, Anita Garibaldi, Mata Verde, Arroio Dourado e Buenos Aires relataram os riscos enfrentados diariamente. O engenheiro Charles Urbano, do DER/PR, afirmou que as estruturas não estavam previstas no projeto original, elaborado sob uma perspectiva voltada à rodovia e ao fluxo de veículos.
Fonte: 100fronteiras.com
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