Drones ampliam precisão e reduzem uso de água nas lavouras do Oeste
Reprodução/G1 Paraná
Agro

Drones ampliam precisão e reduzem uso de água nas lavouras do Oeste

A pulverização com drones já integra a rotina de produtores do Oeste do Paraná, com operação destacada em Santa Tereza do Oeste. A tecnologia promete mais uniformidade, menor consumo de água e menos amassamento das plantas durante o trabalho no campo.

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Por Redação Oeste Paraná · 5 de setembro de 2026 às 10:34
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No Oeste do Paraná, os drones agrícolas passaram a fazer parte das operações de pulverização em lavouras. Em Santa Tereza do Oeste, a empresa Soy Drone utiliza o modelo DJI T50, que pode aplicar produtos em até 20 hectares por hora e voa, em aplicações típicas, a cerca de quatro metros do solo.

Segundo a empresa, o equipamento pode reduzir em até 90% o consumo de água em comparação com métodos convencionais. A aplicação também evita o amassamento das plantas e, de acordo com a fonte, pode elevar a lucratividade entre 5% e 7%.

A tecnologia permite alcançar áreas onde tratores não chegam, sem compactar o solo e com maior controle sobre a aplicação. A redução no uso de água e defensivos também diminui o impacto ambiental, enquanto a menor participação de trabalhadores na operação reduz a exposição a produtos químicos.

Antes de cada voo, é necessário solicitar autorização, mapear a área, conferir o receituário agronômico e regular a vazão conforme as condições climáticas. O DJI T50 pode atingir 100 metros de altitude, embora normalmente opere próximo à lavoura.

A manutenção é apontada como essencial para a segurança e a durabilidade dos equipamentos. Baterias, motores, hélices e sensores precisam ser verificados, e a limpeza após a aplicação ajuda a preservar o drone. A manutenção pode custar até cinco vezes menos do que a de uma máquina autopropelida, como um trator.

A autonomia das baterias durante a pulverização fica entre cinco e oito minutos, conforme o operador Eduardo Joaquim. O clima também interfere no trabalho: vento forte ou excesso de sol podem impedir a aplicação. Além da pulverização, modelos atuais já realizam mapeamento, semeadura e dispersão de fertilizantes.

Para pilotar os equipamentos, é exigido o curso CAAR (Curso de Aplicação Aeroagrícola Remota), cujo custo mencionado na fonte fica entre cinco e sete mil reais. A avaliação apresentada é de que os drones devem incorporar sistemas mais inteligentes e ampliar a sustentabilidade das operações agrícolas.

Fonte: G1 Paraná

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