

Cheia alaga casas e ruas em Foz do Iguaçu e Ciudad del Este
A elevação dos rios Paraná e Iguaçu atingiu áreas dos dois lados da fronteira entre Brasil e Paraguai. Em Ciudad del Este, 185 famílias deixaram suas casas; em Foz do Iguaçu, 25 pessoas ficaram desabrigadas ou desalojadas.
A cheia dos rios Paraná e Iguaçu provocou alagamentos em casas e ruas de Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, e de Ciudad del Este, no Paraguai, após as fortes chuvas do fim de semana. No lado paraguaio, moradores precisaram usar barcos para circular pelas áreas inundadas.
Nos bairros San Rafael e San Agustín, 185 famílias foram retiradas de suas casas, segundo levantamento informado pela prefeitura. Elas foram encaminhadas para albergues municipais e escolas. Também houve famílias afetadas em Remansito, no bairro Fátima e no assentamento 8 de Diciembre, na região do Km 9 Monday.
Em Foz do Iguaçu, a Defesa Civil contabilizou nove pessoas desabrigadas e 16 desalojadas em balanço divulgado na segunda-feira (12). A cidade registrou 170 milímetros de chuva na região norte em menos de 24 horas, além de acumulados de 142 milímetros na região leste e 102 milímetros na região sul.
Na ocupação Bubas, cinco residências foram alagadas. Uma família foi para a casa de parentes, outra buscou abrigo com amigos e uma família de três pessoas foi levada para uma casa de passagem da prefeitura. Uma residência próxima ao Residencial Lagoa Dourada também foi atingida, e seis moradores foram acolhidos pela assistência social.
Os alagamentos ainda atingiram ruas dos bairros Jardim Ipanema, Bourbon, Jardim Morenitas e Jardim das Flores, além do cruzamento da Avenida Felipe Wandscheer com a Rua Itaboraí. Equipes municipais foram mobilizadas para acompanhar as ocorrências.
Na tarde de segunda-feira (12), o Rio Paraná chegou a 116,13 metros acima do nível do mar na estação de medição da Ponte da Amizade, conforme a Itaipu Binacional. A água alcançou instalações de uma empresa de extração de areia no Porto Meira e os quiosques do Cataratas Iate Clube. A Defesa Civil intensificou o monitoramento nas áreas próximas aos rios.
Fonte: G1 Paraná
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