

Candidatos ao Senado divergem sobre propostas para Foz e a fronteira
Os nove candidatos do Paraná ao Senado apresentam níveis diferentes de compromisso com Foz do Iguaçu, Itaipu e a Tríplice Fronteira. As propostas citam segurança, saúde, infraestrutura e integração regional, mas parte das medidas depende do governo federal.
A disputa pelo Senado no Paraná inclui diferentes visões para Foz do Iguaçu e a região de fronteira. Entre os nove candidatos, há compromissos específicos para a cidade e a faixa fronteiriça, enquanto outras campanhas tratam de temas gerais, como segurança pública, desenvolvimento regional e relações internacionais.
Alexandre Curi (Republicanos) defende maior participação federal no financiamento da saúde em Foz, considerando o atendimento a brasileiros que vivem no Paraguai e à população flutuante. Ele também cita a integração entre forças de segurança, a desburocratização da fronteira e mudanças na repartição de recursos entre União, estados e municípios.
Deltan Dallagnol (Novo) inclui a proteção das fronteiras entre as prioridades de sua plataforma, com integração entre polícias e órgãos de inteligência, cooperação internacional e combate ao tráfico de armas e drogas. O documento, porém, não individualiza temas como Ponte da Amizade, Ponte da Integração, Itaipu ou a estrutura aduaneira de Foz.
Dr. Rosinha (PT) aparece associado a temas de integração regional, Mercosul e relações entre Brasil e Paraguai, com histórico de atuação sobre circulação na fronteira, transporte internacional e direitos de brasileiros que vivem ou trabalham no país vizinho. Já Filipe Barros (PL) defende recursos para a segurança em áreas de fronteira e foi relator de projeto que prevê destinar 10% do Fundo Nacional de Segurança Pública aos estados que combatem crimes nessas regiões.
Gleisi Hoffmann (PT) apresenta compromissos diretamente ligados a Foz nas áreas de infraestrutura, saúde e investimentos federais. Entre os pontos citados estão obras na BR-469, três passarelas na Rodovia das Cataratas, recursos para unidades de saúde e a discussão sobre um Hospital Universitário ligado à Unila.
Até 23 de agosto, não foram localizadas propostas específicas para Foz, Itaipu ou a Tríplice Fronteira nas campanhas de Cristina Graeml (PSD), Karen Guerreiro (Missão), Joaquim do MLB (UP) e Marcelo Marcelino (PCO). A análise ressalta que senadores podem legislar, apresentar emendas, fiscalizar órgãos e participar do Orçamento, mas a execução de obras, a contratação de policiais e o funcionamento das aduanas dependem principalmente do Executivo federal.
Fonte: radioculturafoz.com.br
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