

Caminhoneiro de empresa de Foz relata abandono na Cordilheira dos Andes
Motoristas da rota Mercosul estão isolados há mais de um mês por uma nevasca na fronteira entre Chile e Argentina. Um caminhoneiro que trabalha para uma empresa de Foz do Iguaçu relatou frio extremo e falta de suprimentos; o Itamaraty confirmou a morte de um brasileiro.
A nevasca mantém caminhoneiros parados em trechos da Cordilheira dos Andes, na fronteira entre Chile e Argentina. A liberação do tráfego ocorre gradualmente em pontos específicos, enquanto outras áreas seguem sem previsão de reabertura, afetando profissionais que fazem a rota do Mercosul, incluindo motoristas ligados ao Oeste do Paraná.
Alexandre Gomes, que trabalha para uma empresa de Foz do Iguaçu, publicou um vídeo sobre as condições enfrentadas no local. Segundo o relato, as temperaturas chegam a -18°C e fazem a água transportada nos veículos congelar. Ele também afirmou que faltam itens básicos e relatou a morte de quatro colegas, número que não foi confirmado oficialmente.
O Ministério das Relações Exteriores informou que acompanha a situação por meio dos consulados-gerais em Córdoba, na Argentina, e Santiago, no Chile. Até o momento, o Itamaraty confirmou o falecimento de um brasileiro e disse que mantém contato com a família para prestar assistência consular.
A Fetranspar e o Sindifoz afirmaram que ainda não têm o número exato de paranaenses retidos. As entidades disseram não ter recebido relatos de necessidades entre motoristas de empresas associadas, que costumam iniciar a viagem com mantimentos para períodos de espera, mas ressaltaram que dificuldades podem estar ocorrendo.
A empresa do motorista que morreu no Paso de Jama, no norte da Argentina, confirmou o óbito e informou que apoia a mãe e o irmão dele para agilizar a repatriação.
Fonte: Banda B
Informação que importa, direto do Oeste Paraná.
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