Atendimentos de estrangeiros nas UPAs de Foz sobem 26,2%
Foto: Divulgação prefeitura de Foz · Fonte: gazetadoparana.com.br
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Atendimentos de estrangeiros nas UPAs de Foz sobem 26,2%

As duas UPAs de Foz do Iguaçu registraram 8.769 fichas de atendimento em nome de estrangeiros entre maio e agosto de 2026, alta de 26,2% em um ano. Os dados integram o debate sobre os custos do SUS em uma cidade de fronteira com Paraguai e Argentina.

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Por · 1 de novembro de 2026 às 20:19

Esta matéria foi produzida com auxílio de inteligência artificial a partir das fontes citadas e passou por verificação automatizada de afirmações. Como verificamos.

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Em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, os registros de atendimentos de estrangeiros nas UPAs Walter Cavalcanti e João Samek passaram de 6.949, entre maio e agosto de 2025, para 8.769 no mesmo período de 2026. O volume representou 10,35% das 84.718 fichas abertas nas duas unidades no segundo quadrimestre de 2026, segundo a Gazeta do Paraná, com dados da Secretaria Municipal de Saúde.

Os registros, porém, não identificam quantos pacientes moram no exterior e atravessaram a fronteira para buscar assistência. Eles também não distinguem estrangeiros residentes em Foz, brasileiros que vivem no Paraguai e pessoas que estavam na cidade como turistas, trabalhadores ou visitantes.

A Prefeitura levou a discussão ao Ministério da Saúde, ao Ministério das Relações Exteriores e à Agência Brasileira de Inteligência (Abin). Entre os pedidos estão a melhoria dos cadastros, a criação de fluxos de encaminhamento entre os países e mecanismos de financiamento compatíveis com a demanda absorvida pelo município. A administração afirma que não há orientação para restringir atendimentos pela nacionalidade.

A pressão também alcança o Hospital Municipal Padre Germano Lauck. Informações encaminhadas à Câmara Municipal apontam que a unidade tem 218 leitos SUS de urgência e emergência, enquanto as duas UPAs somam 66 leitos de observação.

Entre 8 e 29 de julho, foram realizados 393 atendimentos de urgência pelo mecanismo de vaga zero; 30,3% envolveram pacientes procedentes de outros municípios, inclusive do Paraguai. Esse percentual reúne brasileiros e estrangeiros de diferentes localidades e, por isso, não corresponde à participação de estrangeiros nos atendimentos.

Em 13 de outubro, o Legislativo municipal apresentou o Requerimento nº 910/2026, que pede dados dos últimos 24 meses sobre a assistência a não residentes. O documento questiona também a existência de acordos de cooperação ou mecanismos de compensação financeira pelos serviços prestados a moradores de outros países.

A reportagem informa que a distinção entre moradores imigrantes e pacientes transfronteiriços é necessária para dimensionar a demanda. O número de fichas tampouco equivale necessariamente à quantidade de pessoas, porque um mesmo paciente pode passar por mais de um atendimento.

Fonte: gazetadoparana.com.br

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