

Artigo revisita relação da Unicamp com a ditadura militar e reparações posteriores
Texto de Caio Navarro de Toledo recupera episódios da história da Unicamp durante a ditadura militar e destaca medidas posteriores de reparação. A publicação não aponta impactos ou ações específicas para Cascavel, Foz do Iguaçu ou outras cidades do Oeste do Paraná.
A história da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que completa 60 anos, é revisitada em artigo do professor aposentado Caio Navarro de Toledo. O texto aborda a criação da instituição durante a ditadura militar e a relação de sua primeira administração com o regime.
Segundo o artigo, a cerimônia de lançamento da pedra fundamental, em 1966, contou com a presença do general Humberto Castelo Branco e de autoridades civis, militares e religiosas. O autor também trata da concessão, em 1973, do título de Doutor Honoris Causa ao coronel Jarbas Passarinho, posteriormente anulada pelo Conselho Universitário em 2021.
O texto relata ainda prisões e torturas de integrantes da comunidade acadêmica, além do afastamento de 19 profissionais da área da saúde ligados à Medicina Preventiva. Entre eles estava o médico sanitarista Sérgio Arouca, desligado da universidade em 1976.
Na parte final, Toledo destaca a criação da Comissão da Verdade e Memória “Octavio Ianni”, entre 2013 e 2015, e outras reparações. A Unicamp concedeu a Arouca, post mortem, o título de Doutor Honoris Causa em 2024. O artigo foi publicado originalmente por A Terra é Redonda em 20 de agosto de 2026.
Fonte: ihu.unisinos.br
Informação que importa, direto do Oeste Paraná.
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